Estudo de besouro do Alasca pode melhorar congelamento de alimentos

11 01 2010

 Vários peixes, insetos e plantas vivem em regiões extremamente frias, com temperaturas abaixo do ponto de congelamento de seu sangue. É estranho pensar como foram capazes de sobreviver a temperaturas tão frias, onde facilmente a água se congelaria. Mais bonito ainda é entender as soluções encontradas pela própria Natureza e evolução que permitiram abundância desses seres nestas regiões.

Cientistas já acharam que o princípio que evita o congelamento é semelhantes ao dos anti-congelantes químicos. Eles reduzem tanto o ponto de congelamento da água como o de fusão, mas precisam ser adicionados em grandes quantidades, só que as proteínas anticongelantes presentes nestes animais aparecem em quantidades pequenas. Elas causam outro fenômeno, a histerese térmica: abaixam o ponto de congelamento, mas não o de descongelamento. Por exemplo, com essas proteínas, o gelo se forma à -5°C, mas derrete a 0°C. Isso se deve a elas ligarem à superfície dos cristais de gelo, impedindo que outras moléculas de água sejam adicionadas ao cristal.

Agora, descobriram um besouro que é capaz de sobreviver a temperaturas de até -60°C. Mesmo assim não existem proteínas anti-congelantes neles. A molécula responsável pelo efeito anti-congelante é formada por polímeros de açúcar e lipídios, e até agora somente encontrada neste besouro. Ela permite uma diferença de 3,7°C entre a temperatura de congelamente e de derretimento. 

Essa molécula pode permitir o aperfeiçoamento de técnicas anti-congelamentes: melhorar a aumento e a duração de comidas congeladas, o tempo de sobrevivência de órgãos transplantados e o desenvolvimento de plantas resistente a baixas temperaturas. Tudo isso pelo estudo de um besouro que vive no Alasca.





Época de surpresas e acontecimentos!

29 12 2009

Estamos na última semana do ano! Nesta época muitas coisas podem acontecer. Os ânimos estão agitados, seus amigos se distaciam: você e ela. Um olhando no olho do outro com um olhar penetrante. Um espera o outro. O outro aguarda. E assim continua, apenas alguns minutos, mas com aparecência de longas horas. Esta semana pode ser muito prazerosa.Talvez ainda nem tenha conhecido, mas esta é uma boa época para encontra alguém. e fazer novas amiazades. As pessoas aceitam mais aproximações, na hora dos fogos elas podem querer um braço amigo e assim você sabe…

Há os que dizem “dar o bote”, mas isto parece tão artificial. Estes momentos criam condições para, mas nada assim, planejado. Até por que, se está querendo alguém e planeja, melhor ir até uma das famosas casas: gasta menos após alguns meses, é mais fácil e mais rápido e não magoa. Até para as mulheres tem solução!

Este é o bom de agora. Tudo pode acontecer. O que esperou pode ser diferente – e nem por isso menos agradável. Aguardando a surpresa e vivendo o momento. Sem obrigações, já que agora não tem ninguém para cobrar, não tem hora para acordar nem para chegar.

Normalmente viajamos para a praia, mas no campo pode ser tão interessante quanto. Reunindo a turma, preparando uma boa festa, lançando seus fogos.

Gosto muito desta época, realmente.

Até mais,

Feliz 2009!

Búfalo





Feliz Natal

24 12 2009

Olho para a Lua. Ela não reflete nada. Como um espelho quebrado, vejo tortuosas imagens. Vislumbro as comemorações de Natal por um cantinho do espelho quebrado. Nem precisava de mais: todo ano tudo se repete, as comemorações retomam seu ciclo, os texto são exatamente os mesmos. Uma pequena imagem e já reconheço. Olho para a Lua e não me vejo. Onde estarei? Nem a Lua é capaz de me sugar. Nem ela atrai-me. Mesma quebrada ela brilha. Brilha por si só. Engano meu. Brilha pelo Sol. Mas dias desses nem o Sol a apoiará.

Olha para a Lua. Está magnífica. Já é Natal. As ruas estão enfeitadas, a neve completa a decoração. Todo aquele brilho do Natal. Todo aquele sentimento. Igual. Mas que nos satisfaz. Aqueles sentimentos que se repetem, mas tão bons. Dou uma volta, cumprimento o senhor do mercado, atravesso a praça, onde casais se encontram, desfrutando o Natal. Eu, aqui, só. Passo por tudo. Efêmero. Minhas pernas me levam para algum lugar. Paro à beira do lago. A Lua está ali refletida. O lago reflete pedaços quebrados dela. A Lua reflete pedaços partidos. Ou um mundo partido? Um Natal distorcido? Mas não me reflete. Onde estou? Em mim mesmo, escondido em algum lugar.

Encontro uma garota. Saímos. Passamos o Natal.

A Lua não reflete nada, o Natal se repetiu como todos os anos. Aproveito-o.

Feliz Natal,

Até mais,

Búfalo





Feliz Natal e explicações

24 12 2009

Faz tempo que não posto aqui. Não é costume acontecer isto com o Não Ser ou Ser? Não estava com tempo suficiente para postar e minha inspiração não me ajudava. Como sempre ficava de postar algo decente na próxima semana (e acabava não escrevendo o texto como queria), acabei por não escrever uma explicação.

Quero falar que o Não Ser ou Ser? não acabou e que a partir de agora tudo voltará ao normal. Aproveitando o Natal para retomar as idéias. Postarei os selos que ainda não postei. Descobri que um texto que tinha agendado para o dia 29 de dezembro do ano passado, já que não acessaria no dia, acabou sendo agendado para a mesma data, só que desse ano ! hehe. Relendo acabei não gostando mais dele, mas já que foi feito a tanto tempo manterei o agendamento. Será interessante entender algo que pensei um ano atrás.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

Até mais,

Búfalo





Quando a neve cai

20 11 2009

Neve. As aulas estão interrompidas. Os caminhos, paralizados. O que fazer? Todo inverno é a mesma coisa. Não podemos sair de casa já que a neve se acumula por toda a entrada. Compramos nossos mantimentos, acumulamos a lenha, à espera de falta de energia. Em tempos desses, é comum que falte. Os geradores param, quebram. Ah, mas que divertido! Tantas coisas para fazer, tantos sustos para dar. Guerra, verdadeiras guerras de neve. Onde não há luz, os sustos penetram. No inverno o dia escurece rapidamente, seu amigo, sua amiga, ali na casa ao lado sem ter o que fazer. Caminha nas pontas dos pés, veste-se a propriadamente rs. “Buh!”, “Arrgh! Que susto!!!”

Sempre achei tão divertido estes momentos. Achei que me pertencia. Algo meu. Unicamente meu. Não é bem assim. Onde um gerador quebra tudo é igual. Sem o charme da neve. Sem o frio corroendo os ossos. Uma região inteira sem luz por um dia. Interessante. Mas porque não por mais tempo? A criatividade, temerosa da luz, se esconde. Quando está para emergir, pluft, a luz voltou.

Onde ela não existe, onde os computadores não funcionam, onde os telefones não tocam, o que fazer? Tédio ……………………………………………………………………………………………………………………………………. ……………………………………………………………………………………………………………………………………………. .

Ei, o que vejo? Sim, a criatividade. Pego aquela revistinha que tenho e aproveito-a intensamente. Tantas diversões para fazer. Os sustos possíveis para dar. E a desculpa da falta de tempo de quem trabalha: até eles descobrem novamente que é possível se divertir. Aquele eu escondido novamente se manifesta. Esquecemos dele. Mas, sim, ele existe, escondidos em nós mesmos. Um espaço novo se abre, um horizonte se alarga. Aquilo que parecia esquecido mostra-se tão bom. Poderia continuar.

A luz volta. Acesso o computador, recebo telefonemas. Tudo continua como se nada tivesse acontecido. Uma breve pausa no fluxo normal. Mas, eu me lembro de tudo. De minhas conversas com meu eu. Gosto tanto do inverno. Da neve que cai.





Como as borboletas se localizam durante a migração?

27 10 2009

Sempre ao final do outono as borboletas-monarcas iniciam sua migração do Norte dos estados Unidos e Sul do Canadá para os trópicos, até a região central do México. Sabe-se que elas se orientam pela luz solar, mas isso não é tão simples. E só agora foi melhor explicado. O Sol muda de posição ao longo do dia. Se de manhã o Sol está à oeste, ao meio-dia já está em cima. Para que elas utilizem este mecanismo como orientação, as borbeletas precisam saber exatamente a hora, senão acabariam indo para o lugar errado.

É interessante que nosso relógio biológico é movido por várias proteínas, e suas respectivas quantidades, nas células. E isso é sincronizado pela luz solar e relação de luz e ausência dela. Por isso que quando mudamos de horário, seja para o de verão ou viajando para outro lugar com duração de luz diferente, ficamos desregulados.

Os cientistas capturaram as borboletas-monarca e alteraram o regime de luz e escuridão, justamente para descobrir oMonarch_Butterfly_Pink_Zinnia_1800px relógio biológico delas. Algumas foram submetidas à um regime de luz invertido (escuro de dia e iluminado de noite) e outras não. À que foram submetidas ao regime invertido começaram à migrar para o Norte. Depois disso repetiram o experimento, mas removeram as antenas. Elas foram incapazes de se orientar pelo Sol, sugerindo que esse sistema estava na antena. Posteriomente cientistas pintaram as antenas com esmalte, algumas com esmate incolor ( que permite a passagem de luz) e outro preto. As com as antenas pintatadas de preto não conseguiram sincronizar o relógio biológico e ficaram desorientadas. Isso confirmou que o relógico está nas antenas.

Assim descobriram como elas se localizam: usam os olhos para determinar a posição do Sol e ao mesmo tempo as antenas determinam a hora do dia. Com isso, o cérebro analisa as informações para que, a cada hora do dia, ela se oriente rumo ao Sul.

Essa experiência é bem interessante. Primeiro pelo modo como os cientistas descobriram como as borboletas se orientam. Depois justamente pelas borboletas. Parece algo simples, mas é um sistema bem eficiente. E ainda analisado pelo “cérebro” de uma borboleta. Mesmo que julguem várias animais como simples, parece mais porque os serem humanos se acostumaram com a Natureza. Afinal, todos os animais tem sistemas bem complexos que ainda nem sempre os humanos conseguem recriar com suas técnicas computacionais. Os pensar com a mesma simplicidade quando tentam desenvolver algo.

Até mais,

Búfalo





COI anuncia a plantação de 24 milhões de árvores no Rio até 2016

14 10 2009

E não é que o COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou a plantação de 24 milhões de árvores. É um objetivo enorme. Se fosse uma quantidade menor seria mais fácil de pensar que isto vai ser realizado. Ainda mais quando não se é costume plantar árvores. Mas este número, é bem alto.

Espero sinceramente que seja realizada. Com isso dá para tornar a cidade muito mais ambiental. Seria bom que todas as cidades tivessem esse objetivo. E independente do evento que venham ter.

 

Até mais,

Búfalo





O que a Olimpíada traz de bom para o mundo?

7 10 2009

A disputa para a sede olímpica de 2016 foi bem concorrida. Em todos os lugares falavam, discutiam, mostravam dados, históricos, vantagens da cidades. Como sempre ocorre com Olimpíadas. Sempre com a preocupação de saber se trará algum benefício para a cidade escolhida. Em 2016 será a chance do Rio de Janeiro de mostrar se os jogos trarão algo de bom. É bem difícil isso. Mesmo que busquem uma análise racional, existe um aspecto subjetivo bem forte. Como decidir o que é bom? Se você acha que a cidade está melhor ou não? Além disso vários outras mudanças estão acontecendo sem que seja necessariamente ligada aos  Jogos.

Cerchi_olimpiciMas fico pensando, quais as vantagens para o mundo? Porque não só a cidade escolhida poderá ter algum bônus, mas todos os outros lugares. Nas Olímpiadas da China surgiram várias reportagens que apresentavam o palco dos Jogos, os costumes dos habitantes, a cultura. Mesmo se não tivessemos ido até lá, pudemos abrir nossa mente. A poluição de Pequim levou jornais a discutiram a de cidades. Falavam de liberdade, desenvolvimento.

E o Rio? Será que impulsionará a discussão do meio ambiente? É possível. Não sei o que mais. A votação mal acabou, não surgiram quase reportagens. E os costumes do Brasil são muito mais familiares ao ocidente. Mas tem a música. As Literaturas. A cultura. Não sei qual será o legado para o mundo da Olímpiadas no Rio de Janeiro. Espero que seja positivo.

 

Até mais,

Búfalo





Chegou a Primavera

27 09 2009

De um lado do hemisfério começou a primavera. É uma época bastante especial. As mudanças de estações geralmente são. Quero apresentar um texto da Samantha sobre a primavera. Postarei um meu sobre o mesmo assunto. Afinal sempre podemos falar das estações.

A Primavera é a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão.

É a mais linda das estações, pois é nela que ocorre o florescimento de várias espécies de plantas e com isso, nos presenteia com flores perfumadas e coloridas.

É época de renascer, de reviver e de renovar.

Época de colorir e de perfumar.

Época de repensar.

Após longos dias frios e alguns chuvosos, eis que o colorido renasce e reascende nossa esperança e nossa vida.

Eu ficaria oras aqui falando sobre a Primavera,

Mas vou lhes presentear com um texto de uma das nossas mais encantadoras e reveladoras escritoras do nosso país, Cecília Meireles, segue:

Sem título

Primavera

Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Texto extraído do livro “Cecília Meireles – Obra em Prosa – Volume 1“, Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.





Após 154 anos sem ser vista, ave é fotografada.

20 09 2009

O petrel de Fiji de não é observado no mar há 154 anos. Primeiramente, uma única espécime, filhote, foi observada em 1855 na ilha de Gau. Depois disso, ele ficou desconhecido por mais de 130 anos, quando em 1984 uma ave adulta foi capturada e fotografada (depois a soltaram). Desde então outras, filhotes, foram obserdas sobre telhados, porém algumas morreram. Com esta expedição conseguiram fotografar 8 espécimes dela no arquipélado de Fiji.

Estava procurando alguma foto do petrel de Fiji para colocar aqui. Achei na BBC. Vale a pena dar uma olhada. Não coloquei aqui por causa dos direitos autorais. Lendo também a notíciano site da BBC, descobri que o ornitólogo que liderava a expedição também redescobriu o Beck’s Petrel, ave vista somente duas vezes na década de 1920.

Quantas aves pouco conhecidas não devem ter sido observadas por alguém olhando o infinito, pensando “que ave é aquela?” e numa fração ela já sumia pelos ares. Não apenas aves. Se fossem mais conhecidas não teriam a tranquilidade para continuar sua existência, longe da perseguição de saberem sobre (não só para fins científicos). Vivendo no desconhecido e com isso tendo sua liberdade garantida.

Quanto ainda está escondido! Só mesmo aventurando-se para conhecer novas coisas, não apenas aves, mas pessoas, sentimentos, idéias, caminhos. Tudo isto me leva a pensar sobre o que não somos e podemos ser, sobre o que não conhecemos e acreditamos que sabemos. Não sei.

Até mais,

Búfalo