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O tempo segue seu curso. É curioso, estamos sempre a tentar sempre prevê-lo e, por mais que o consigamos com certa precisão, nunca temos total certeza. Nas últimas semanas quantas árvores não foram desmatadas, quantas boas idéias que faiscaram por aí, quantas pessoas encotraram seus amores? Em alguma esquina, saindo da livraria, alguém trombava com outra pessoa. Teria, alguém, controle disto tudo? De todos os fatos? Quem imaginaria que no meio disso tudo um vulcão também se manifestaria? Ainda, que o espaço aéreo europeu entraria em colapso? Todos tinham suas próprias opiniões sobre fatos futuros, com suas dúvidas e suas imprevisibilidades, mas nem a mais ousada pensaria nisto.
Vendo por outro lado, uma ótima oportunidade! Pois é, isso mesmo. Um tanto enorme de pessoas que conhecem apenas os escritórios europeus ou alguns monumentos (que em geral são capas de revistas). Outro tanto enorme de europeus que mal conhecem seus países, quiçá os vizinhos. Mas se a Natureza te faz esperar, por que não conhecer aquele restaurante embaixo do apartamento em que está hospedado? Aquele prédio que por tantas vezes passou e não percebeu quanta história guardava? O vulcão propiciou às pessoas, que conheçam melhor os lugares por que passam, tão próximos e ao mesmo tempo tão estranhos, que viajantes, em suas férias, não passassem apenas pelos lugares do guia turístico, mas, ao mesmo tempo, ousassem, sentissem a alma da cidade, respirassem seus parques, suas pessoas.
Se aproveitaram? Não sei. Provavelmente alugaram um desses hóteis, verdadeiras ilhas no meio de cidades e esperaram por lá. Entretanto, a oportunidade fora oferecida.
Realmente é curioso como o imprevisível pode nos oferecer pequenos presentes, em meio à rotina diária.

E não é que a os Estados Unidos resolveram provar que não é só na Europa que aparecem estas oportunidades? Um derramamento de petróleo próximo à costa estado-unidense desviou o foco para eles. Que ironia.

Até mais,
Búfalo