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 Vários peixes, insetos e plantas vivem em regiões extremamente frias, com temperaturas abaixo do ponto de congelamento de seu sangue. É estranho pensar como foram capazes de sobreviver a temperaturas tão frias, onde facilmente a água se congelaria. Mais bonito ainda é entender as soluções encontradas pela própria Natureza e evolução que permitiram abundância desses seres nestas regiões.

Cientistas já acharam que o princípio que evita o congelamento é semelhantes ao dos anti-congelantes químicos. Eles reduzem tanto o ponto de congelamento da água como o de fusão, mas precisam ser adicionados em grandes quantidades, só que as proteínas anticongelantes presentes nestes animais aparecem em quantidades pequenas. Elas causam outro fenômeno, a histerese térmica: abaixam o ponto de congelamento, mas não o de descongelamento. Por exemplo, com essas proteínas, o gelo se forma à -5°C, mas derrete a 0°C. Isso se deve a elas ligarem à superfície dos cristais de gelo, impedindo que outras moléculas de água sejam adicionadas ao cristal.

Agora, descobriram um besouro que é capaz de sobreviver a temperaturas de até -60°C. Mesmo assim não existem proteínas anti-congelantes neles. A molécula responsável pelo efeito anti-congelante é formada por polímeros de açúcar e lipídios, e até agora somente encontrada neste besouro. Ela permite uma diferença de 3,7°C entre a temperatura de congelamente e de derretimento. 

Essa molécula pode permitir o aperfeiçoamento de técnicas anti-congelamentes: melhorar a aumento e a duração de comidas congeladas, o tempo de sobrevivência de órgãos transplantados e o desenvolvimento de plantas resistente a baixas temperaturas. Tudo isso pelo estudo de um besouro que vive no Alasca.