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Sempre ao final do outono as borboletas-monarcas iniciam sua migração do Norte dos estados Unidos e Sul do Canadá para os trópicos, até a região central do México. Sabe-se que elas se orientam pela luz solar, mas isso não é tão simples. E só agora foi melhor explicado. O Sol muda de posição ao longo do dia. Se de manhã o Sol está à oeste, ao meio-dia já está em cima. Para que elas utilizem este mecanismo como orientação, as borbeletas precisam saber exatamente a hora, senão acabariam indo para o lugar errado.

É interessante que nosso relógio biológico é movido por várias proteínas, e suas respectivas quantidades, nas células. E isso é sincronizado pela luz solar e relação de luz e ausência dela. Por isso que quando mudamos de horário, seja para o de verão ou viajando para outro lugar com duração de luz diferente, ficamos desregulados.

Os cientistas capturaram as borboletas-monarca e alteraram o regime de luz e escuridão, justamente para descobrir oMonarch_Butterfly_Pink_Zinnia_1800px relógio biológico delas. Algumas foram submetidas à um regime de luz invertido (escuro de dia e iluminado de noite) e outras não. À que foram submetidas ao regime invertido começaram à migrar para o Norte. Depois disso repetiram o experimento, mas removeram as antenas. Elas foram incapazes de se orientar pelo Sol, sugerindo que esse sistema estava na antena. Posteriomente cientistas pintaram as antenas com esmalte, algumas com esmate incolor ( que permite a passagem de luz) e outro preto. As com as antenas pintatadas de preto não conseguiram sincronizar o relógio biológico e ficaram desorientadas. Isso confirmou que o relógico está nas antenas.

Assim descobriram como elas se localizam: usam os olhos para determinar a posição do Sol e ao mesmo tempo as antenas determinam a hora do dia. Com isso, o cérebro analisa as informações para que, a cada hora do dia, ela se oriente rumo ao Sul.

Essa experiência é bem interessante. Primeiro pelo modo como os cientistas descobriram como as borboletas se orientam. Depois justamente pelas borboletas. Parece algo simples, mas é um sistema bem eficiente. E ainda analisado pelo “cérebro” de uma borboleta. Mesmo que julguem várias animais como simples, parece mais porque os serem humanos se acostumaram com a Natureza. Afinal, todos os animais tem sistemas bem complexos que ainda nem sempre os humanos conseguem recriar com suas técnicas computacionais. Os pensar com a mesma simplicidade quando tentam desenvolver algo.

Até mais,

Búfalo