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Aqui, de meus campos, estava a observar os padrões de elegância. Aquele tipo de elegância segundo regras de etiqueta, “correto”, admirado. Aquele que se reflete nas passarelas.

É curioso como elegância e as regras de etiqueta se confudem com o pensamento da sociedade. Conserva o esqueleto destas idéias. E o esqueleto é rígido, pouco flexível. Não toleram o vento da mudança. A menos que se quebre, claro.

Em geral exigem movimentos lentos, calmos, postura ereta. Não há lugar para um comportamento efusivo. Talvez por isso ser um eterno brincalhão, ser infantil, mesmo que sério, é tão depreciado. A elegância assume movimentos sutis e delicados. Vagorosos e precisos.Bem pensados e racionais.

Aquele que não liga para regras e pula quando quer pular, se contorce quando quer contorcer, se diverte com a vida ao invés de ser um adulto que tem um bom emprego, trabalha, supostamente assume as responsabilidades, enfim, toda a personificação do que é um adulto, não será elegante (e quem vai virando adulto começa a ser tornar um adulto habitual).

Até aí, estamos falando de pessoas. Mas olhando para exposições de animais o mesmo acontece. O cachorro também não pode ser efusivo. Tem que manter a postura, se comportar, não se movimentar muito rapidamente. E ele é elegante. Ganha prêmios.

Mesmo com outros animais. Assim como o cachorro que não é cachorro e ganha elegância. Será um exemplar para a raça. Com ovelhas, cavalos, e tantos outros animais. Tiram o animal que há dentro de todos nós. Nunca perguntaram aos animais se essas características são dignas de sua espécie. Será que apenas com isso podemos falar do bom pedigree deles?

Devem estar a perguntar “e os búfalos?”. Não sou um animal de classe. Nunca conheci as passarelas, nunca visitei uma exposição. Não poderia dizer sobre eles. Mas deve ser o mesmo.

Até mais,

Búfalo