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Estar na moda pode ser muito bom, mas ter duas modas, duas variações, duas escolhas, mais interessante ainda. Você, isso mesmo, você, na sua casa de tijolo, jardim mediterrâneo e portilhola de metal, toda trabalhada (será surreal?!?) sai para passear e cansado dessas modelos um pouco magras passa a admirar uma, também bela, mas truculenta. Forte. Como assim?

 – Mamãe sempre te ensinou a gostar de humanos! – ensina, desde criança, sua mãe.

Para contextualizar, diversos animais tem contatos com raças semelhantes e que até procriam entre si. E nós, humanos? Nossos parentes mais próximos são outros primatas com aparência de macacos, e que não são o maior símbolo de beleza humana.

Mas já imaginou se os Neanderthais, um raça de primata muito próxima de nós ainda existissem? Duas raças com inteligência mais semelhantes. Seu sonho de duas modas poderia ser real. Sim, há mais de 30 mil anos, humanos e neandertais conviviam mutuamente. Se pacificamente não sei, talvez não. A competição pode tê-los levado à extinção.

E se convivessem conosco? Você poderia casar com uma/um neandertal.

Claro que isto é um cenário hipotético. Apesar de inclusive dominarem mecanismos de fala, muito provavelmente não possuiam o mesmo desenvolvimento que o nosso ou a mesma abstração para a arte. Talvez fosse bom. A mesma abstração que leva à arte também leva a guerra.

Em comemoração ao bicentenário do nascimento de Darwin cientistas reconstruíram 63% do genoma do homem de Neanderthal obtidos por fragmentos de fósseis. Diferentemente do mamute onde obtiveram muito mais, esta porcentagem é insuficiente para, no caso de desenvolverem uma tecnologia de clonagem, permitir o resurgimento deles.

Esta pesquisa  visa comparar os genes deles com do humanos e chimpazés à fim de descobrir quais sequência de DNA pertecem a nós, Homo Sapiens Sapiens, e que seriam responsáveis por singularidades, como o pensamento complexo.

Até mais,

Búfalo