Apesar de um pequno tempo sem publicação estava procurando novas inspirações para este blog.

 

No alto de uma longa e longa montanha, um casebre. É noite e o dia está nublado. Em montanhas grandes é comum os arredores ser nublado e neste dia a neblina era maior que o normal.

Agora o velho estava reformando a casa. Antes que eu me esqueça, a casa tinha um particularidade. A sala só tinha três paredes. A quarta, justo a que protegia das intempéries, do vento e do gelo não existia. Nunca tinha existido.

Uma longa e longa montanha…  Em seu pico, escorregando por entre as montanhasm e pela  Grande-Água-Congelada, a qual proteje todo os picos que ousam desafiar a altitude, vivia um casa. O sábio que lá morava não vivia lá, mas apenas estava de passagem. Isso porque não era ele quem se equilibrava pelas pedras rochosas ou quem lutava contra o tempo vivendo a décadas, senão séculos por lá, passado de gereção em geração. A cabana era bem velha. Ouvia-se o ranger de madeira. Ali o ser voava. Sábio. Imagine a cena. Uma dessas cordilheiras que se extendem por quilômetros, cheia de picos nevados. Para o sábio aquela sala aberta servia para a contemplação, reflexão, meditação da natureza. Um lugar onde a cabana e o ambiente dividiam o mesmo espaço, coexistiam. Seria aquele espaço pertencente a cabana ou a Grande Natureza? A ambos.

Ele estava descansando um pouco de seus serviço quando reparou a vastidão que lhe penetrava. Montanhas que existiam além de onde sua vista podia ver. Observava a neve. Sim todas eram brancas, assim como todos humanas são humanos. Olhe a fundo sua cor. Algumas eram branco gelo, outras branco neve, outras branco sujo, outras… Todas as tonalidades de branco existiam aonde imaginamos apenas um. E os cristais de gelos? Cada um com formatos semelhantes, nunca iguais.

Assim ele comparou conosco. Como a neve somos todos iguais, mas à menor observação percebemos quão diferentes somos. E os flocos de neve coexistem tão pacificamente, apesar de entre si saberem que são bem diferentes. Porque não adaptarmos essa harmonia a nossa realidade?

E lá, recuperando sua energia para o árduo trabalho que ainda não acabara ele ficava voando. Voava bem mais longe do que Ícaro voara, pois, ao contrário dele, suas asas não eram seguradas por cera, mas pela vontade da imaginação.