Por que não pararmos para pensar em coisas práticas mas poéticas. Ler um livro permite que viajemos pelo mundo da Literatura. Caro leitor, não sou contra ela, pelo contrário, mas porque não criarmos nossas viagens pela nossa surrealidade?

Estive pensando, quando nos deixamos levar pelos pensamentos, aonde conseguimos chegar? Não temos limites, podemos recriar nossas histórias – ou se preferir estórias* – quantas vezes quisermos e com começos, meios e finais totalmente diferentes. E esse é só o começo de nossa poesia de pensamento. Somos pró-ativos nela. Porque então não nos tornarmos cidadãos do mundo, conhecermos todos os lugares?

Pense agora no filme que mais gosta? As cenas foram bonitas, as histórias? Você poderia estar agora conhecendo esse lugar, ouvindo de seus moradores histórias impossível de se acreditar. Esse talvez foi meio surreal, deixe-me vjajar pela minha imaginação. Em nossa cidade quantos lugares existem, belos, maravilhosos, sublimes… aquele dia prazeroso e nunca nos paramos a contemplá-lo. Nem sequer saber de sua existência.

Em nossas ocupações diárias acabamos nos esquecendo do propósito delas? Ou você trabalha por nada? Pode te dar prazer, mas também seria para ter dinheiro para comprar aquele presente que tanto sonhou. Ou acha que você trabalha até altas horas, almeja um bom salário simplesmente por prazer? Então, o trabalho e o dinheiro são meios para alcançarmos a felicidade, não soluções em si próprias. Para mim, faço questão de sempre lembrar disso, senão quando vemos no final passou um bom tempo, quem sabe uma vida e acabamos nos esquecendo do que pretendíamos.

Voltando ao assunto, lembrar-se disso e dedicar um tempo a concretização de seus sonhos. Arranjo um espacinho para isso. Procurar conhecer a poesia viva disso tudo. Não que eu faça isso, mas estava agora pensando no quanto esquecemos do que pretendemos fazer. Tudo isso pra falar da poesia viva. Ah, nessa correria do dia a dia, temos contato com um livro, lido nunca sem aquela tranqüilidade, quando existem poesias escondidas, prestes a serem descobertas. Já pensaram em cada mínima coisa que podemos ver como poesia? Com uma boa dose de abstração podemos ver a poeira dançando na água como poesia, ou melhor prosa-poética, narrada, descrita, cantada. Um valsa no fundo, acompanhando a poeira, o brilho do sol sendo refletido pela água. Poesia criada agorinha, vendo a poeira no copo, o livro de lado, a mente nas nuvens.

 

·         Não gosto do termos estórias. Porque nossos sonhos não podem ser realidade? Ou se não forem serem nossa realidade? Ou nossa imaginação? Acho o termo um pouco pejorativo.