Observe a árvore. Reflita sobre ela

7 09 2009

O que você sente ao ver campos de flores? Árvores? Paisagem? Talvez seja até difícil ter visto muitas. Onde encontrá-la? Onde senti-la? Pronto, um pedaço insignificante está aí embaixo.

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Isto talvez seja um anti-texto, apesar que não sei o que é um. O que será? Mas tente olhar novamente para a árvore. Observe a grama. O fundo. O céu. Sim, o céu contrastante com a árvore toda rosa é um outro espetáculo.

Tente sentir a atmosfera do lugar. O que será que tinha ao lado? Um casal de namorados? Duas pessoas correndo de um lado ao outro? Qualquer coisa é possível, mas a árvore não. Ela foi capturada pelas lentes. Nós sabemos o que aconteceu com ela. Sabemos onde estava, mesmo tendo tão pouca informações dela.

Ali o tempo não se move. Mas será que o tempo se move? Ou melhor, será que ele move-se para algum lugar já determinado? Esta imagem, esta situação não são acasos. Não tivemos escolhas. Apenas algo independente de nossa vontade. Se tudo é tão determinado o que será nossa liberdade? A falsa sensação de poder escolher nossos caminhos, quando, na verdade, já foram escolhidos muito antes de pensarmos neles?

Não sei se é verdade, pode ser que tenha alguma. O simples desejo de sentirmos as possibilidades. Elas não precisam existir. O simples fato de acharmos que temos nossas próprias escolhas já é o suficiente. Ou não? Você aceita sua liberdade por simples vontade de tê-la? Nunca conquistou a liberdade e depois sentia-se o oposto?

Voltando a pergunta, o tempo está se movendo? Olho a árvore. De novo me deparo com suas flores rosas. Belas. Extáticas. Como crer no tempo? Meu próprio movimento? Não, são mais sucessões de imagens. Imagens extáticas. Quem sabe fruto de meu pensamento? Apenas admirando imagens sólidas, e com isso crendo na falsa idéia de que o tempo flui. Pode ser que só o pensamento flui. Nós estamos parados. Não temos possibilidades. Não porque tudo já foi determinado, mas porque não há. Seres imóveis com pensamentos fluidos. Um doce ilusão. Ilusão tão doce quanto ao que estou tendo observando uma árvore. Uma paisagem!

Algo continua. Ilusão? Tempo? Imagens paradas? Quem vai saber, mas continua! Ou acredito nisso.

 

Até mais,





A percepção de que está dormindo quando se dorme

17 07 2009

Já vi quem percebesse que está sonhando. Logo no começo do sonho, ainda variando entre estados de sonolência e de lucidez, ou quando acorda, relata que está sonhando e volta a dormir, sem interrupção do sonho. É incomum, mas não impossível.

O que é muito mais raro, se possível, alguém perceber que está dormindo. Afinal, se por um breve momento, talvez no começo do sono, percebe-se que está dormindo, não está, então, acordado? Ou então, não se trata de um sonho, ao invés da perspectiva real de que está dormindo?

No entanto, será mesmo impossível? Onde dizer quando realidade e fantasia se misturam, quando oceanos se dividem, quando conceitos se diferem? Ou melhor, não apenas perceber, mas estar no presente momento desta mutação. É muito interessante ter a oportunidade de presenciar tais acontecimentos. Faz-nos pensar melhor na riqueza dos acontecimentos. Ao menos, faz-me. Nesse momento é como estar em contato com a mágica da mudança. Nunca estive nos lugares em que as águas dos ocenos, Índico, Atlântico e Pacífico se encontram, dois deles, porém há relatos sobre o ambiente muito agradável que os cerca.

Talvez seja como um portal, um portal à reflexão. E ter a oportunidade de encontrálos, vários e várias vezes, será um ótima chance para mudar. Não só pela reflexão e contato com conceitos imaterias, como também, pela chance de conhecer o mundo em busca destas reflexões.

Mesmo assim ainda não cheguei a uma conclusão. Será possível perceber que se está dormindo, quando se dorme? Não sei uma resposta para isso. Não sei de nenhum estudo. E minha pergunta continua.

Até mais,

Búfalo





Masturbação feminina já existia há 4 mil anos atrás. E outras curiosidades do sexo na pré-história

13 03 2009

Talvez seja o tabu mais antigo da história, mas  em A Pré-História do Sexo de Timothy Taylor ele relata práticas de masturbação feminina já há 4 mil anos atrás! Quando o ser humano mal dava os primeiros passos no que ele é hoje elas aproveitavam. Ainda não li o livro, mas desde quando este tema virou tema de tabu feminino? Não acredito que seja desde aquela época – tinham muitas outras práticas sexuais consideradas até pouco tempo “ousadas”. Não termina por aí.

Preciso antes contar que a masturbação feminina não é a mais antiga. Pois é, os homens ultrapassaram este recorde. Existe uma estátua de 5000 anos atrás (isto mesmo!) que já retrata o homem animando-se com a masturbação. Isto pode ser um balde de água fria para os movimentos feministas. Já imaginou a ótima publicidade que geraria?

Os homens na pré-história eram polígamos, no entanto, observando como os machos de outras espécies agiam na reprodução e procriação tornaram-se monógamos. Só que esta observação não se reflete apenas na monogomia. Parece que também aprenderam  o sexo selvagem. Existe uma pintura rupestre de 3000 a.c. que relatam um homem copulando com um asno, na Itália.

Mas na hora do oba-oba nada do famoso papai-e-mamãe. Várias imagens  mostram a mulher por cima. Além disso parece que apreciavam a mulher sentada com as pernas levantadas, facilitando a penetração, a pentração por trás e, acharam que já não faziam?, o sexo oral! E não é apenas uma imagem não, mas com alguma frequência.

Eles ainda usavam plantas medicinais para dilatar a pupila, tudo para impresionar as mulheres ( desde que o homem é homem ele já é assim),além das afrodisíacas. E elas, ervas que provocavam abortos e que amenizam a TPM – diga-se, mesmo na pré-história já era um tanto difícil a TPM – para os homens aguentar suas flutuações de humor, para elas a dor.

E como sempre os machos do homo sapiens viveram atrás das mulheres. Na apenas usando algumas ervas: um estudo com esqueletos onde só encontraram pessoas do sexo masculino indica que provavelmente foi uma guerra tribal par se conseguir as mulheres das aldeias vizinhas. Principalmente onde a comunidade era pequena a disputa era bem intensa. Só que era vista como algo especial, algo esquecido por muito tempo.

Já observou como os seios são bem apreciados pelos homens? Quando sai com algum blusa decotada elas devem se arrepender de serem atrativos. Ainda dependendo de onde estiver… Enfim, depois que o homem virou bípede e com os únicos peitos grandes de todos os mamímeros, o sexo deixou de ser feito apenas por trás. Os seios foram bem valorizados. Tem um filme, que não lembro o nome agora, que mostra o momento em que a mulher, durante o sexo, se vira e encara o homem em igualdade, cara-a-cara, retratando esta mudança. Recomendo! Se alguém souber qual é o título avise.

Depois de tudo isto, ainda falam que o mundo está moderno (outros “vulgar”) . Não será que as pessoas ficaram mais fechadas com o passar do tempo? Tantos fatos que mostram isto. 

Para quem quiser saber mais

http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/england/wear/7432306.stm

http://mundoestranho.abril.com.br/historia/pergunta_419969.shtml

 

Até mais,

Búfalo





Sexo. Necessário?

9 03 2009

Sexo. Necessário? Digo por vontade própria, não por fazer ou não consciente. Afinal, ser celibatário a vida inteira apesar de estar louco para fazer outras coisas não pode ser visto como exemplo de que não é necessário.

Acredito que depende. Sempre tem um chato que não dá uma resposta direta. Deixa-me explicar. Sexo é necessário, muito inclusive, mas não sempre necessário. Falar que sexo só é preciso quando existe amor, não é lá bem correto. E que sexo é preciso seja por qual desculpa, também. Muitas mulheres dizem isto e muitas delas mesmo tem desejo físico independente de qualquer relação que exista. Para não ser má considerada, por preconceito feminino e masculino não é comum esta discussão. Mesmo entre homens: deve-se afirmá-lo sempre. Como búfalo posso afirmar que eles não são muito diferentes. Aqui é a mesma coisa.

Sexo é vida. Natureza. Realizá-lo nos coloca em sintonia com a própria mãe natureza. É uma definição muito boa, fazemos parte da mesma vida, do mesmo mundo.

Querendo ou não, desculpa, sei que pode ser duro descobrir, mas, sim, você é um animal. Não, não, não estou falando do teu amigo do lado. Você mesmo. E como todos os animais, eles precisam propagar a espécie. Eles têm alguns instintos. Eles precisam realizar todo o processo da vida até a morte – e a reprodução está no meio. Qual o propósito da Evolução das Espécies? Sobreviver.

Nossa diferença genética para macacos é de menos de 3%. Curioso como esses 3% rendem. Tudo que queremos ser diferentes é culpa dos 3%. Será mesmo? Todo animal sente desejos físico pelos outros da espécie. Não há mal nenhum em fazê-lo porque é bom. E só.

Será que é errado fazer por fazer? Por que seria? Qualquer texto sábio fala que amor e sexo elevam o homem. Que enobrece. Privar-nos dele vai contra tudo que lemos. Quem leu o Código da Vinci vê que na seita havia o ritual do sexo. Puro e simples. Pode não parecer a melhor leitura, mas textos mais confiáveis dizem o mesmo, até alguns religiosos.

Somos seres racionais ( embora, por vezes,duvide). Não nos rendemos apenas aos instintos, por isso temos outras vontades. Por exemplo, não precisamos fazer sempre. Existem sim épocas em que o ser humano está mais reflexivo e precisa de um tempo mais parado, noutras totalmente oposto. Quantas vezes você quis um tempo só para você? Assim, podemos passar um tempo – que varia de pessoa para pessoa – sem precisar, nos atendo ao nosso próprio desenvolvimento, seja aproveitando a vida, viajando, ou no seu espaço, pensando. Não é sinal de não ser homem ou mulher.

Pensando bem, é estranho como o sexo se desenvolve em nós. Mesmo à nossa volta: ora mal falado, ora o néctar dos deuses. O melhor mesmo é seguir o que tem vontade. Sem preconceitos. Sexo por sexo ou vida sem sexo. A escoha é nossa.

Um pouco complicado tratar de maneira tão geral.

Até mais,

Búfalo





Vida de Búfalo!

6 12 2008

Parece que estou ficando velho. Em meu tempo as flores eram coloridas e não lançavam um pólen cinza através de longas hastes metálicas. Deixa ver qual o nome que os humanos denominam essas flores…hum…sim, sim fábrica. Não compreendo muito bem esta planta. A única coisa que reparei é que elas crescem rapidamente e logo pessoas ocupam seu interior. Já vi alguns búfalos, desses criados, irem para lá, mas nunca mais voltaram. Me contaram que viraram bifes!Argh…

Sorte que moro num grupo selvagem. Embora ultimamente a fábrica esteja se aproximando de nós, ainda respiro o ar antigo(aliás aquelas flores cheiram extremamente desagradável) e vejo a natureza.

Isto assustou-me muito. Não sabia que algo assim existia. Deve ter vindo dalém mar, de terras tropicais. Isto que dá ficar em seu mundo, embora agradável, sem saber do resto dele.

Vou pensar mais a respeito disto, não consigo nem continuar…

 

Abraços,

Búfalo





“Ser ou não ser, eis a questão” – Versos de Shakespeare

30 09 2008

Transcreverei um verso de  A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, na qual relata a dor e o o sofrimento de Hamlet quando descobre as ações de seu tio para possuir o trono da Dinamarca. O tio matou seu pai e ainda engravidou a mãe.

Neste verso apareça a famosa frase de Shakespeare “To be or not to be, that’s the question” que é a uma grande inspiração para a criação deste blog, como podem perceber pelo titulo:

“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir… é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(…)”

Tradução foi retirado da Wikipedia. Segundo consta, tradução de SILVA RAMOS, Péricles Eugênio da”. Hamlet Editora Abril, 1976. ISBN.

Aos que prefirem a versão original destes versos de Hamlet, Prince of Denmark :

“To be or not to be, that is the question;
Whether ’tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing, end them. To die, to sleep;
No more; and by a sleep to say we end
The heart-ache and the thousand natural shocks
That flesh is heir to — ’tis a consummation
Devoutly to be wish’d. To die, to sleep;
To sleep, perchance to dream. Ay, there’s the rub,
For in that sleep of death what dreams may come,
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause. There’s the respect
That makes calamity of so long life,
For who would bear the whips and scorns of time,
Th’oppressor’s wrong, the proud man’s contumely,
The pangs of despised love, the law’s delay,
The insolence of office, and the spurns
That patient merit of th’unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? who would fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,
The undiscovered country from whose bourn
No traveller returns, puzzles the will,
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all,
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o’er with the pale cast of thought,
And enterprises of great pitch and moment
With this regard their currents turn awry,
And lose the name of action.”

 Sem dúvida um grande verso. Poderei tentar alguma divagação, como sempre faço, mas, se o tentasse ,perderia a profundidade dos versos. O próprio texto já nos passa a sua riqueza. Espero que gostem do verso.

E já que estão aqui vocês podem conferir os posts mais recentes.

Grande abraço,

Búfalo





O sábio e seu monte

15 07 2008

Apesar de um pequno tempo sem publicação estava procurando novas inspirações para este blog.

 

No alto de uma longa e longa montanha, um casebre. É noite e o dia está nublado. Em montanhas grandes é comum os arredores ser nublado e neste dia a neblina era maior que o normal.

Agora o velho estava reformando a casa. Antes que eu me esqueça, a casa tinha um particularidade. A sala só tinha três paredes. A quarta, justo a que protegia das intempéries, do vento e do gelo não existia. Nunca tinha existido.

Uma longa e longa montanha…  Em seu pico, escorregando por entre as montanhasm e pela  Grande-Água-Congelada, a qual proteje todo os picos que ousam desafiar a altitude, vivia um casa. O sábio que lá morava não vivia lá, mas apenas estava de passagem. Isso porque não era ele quem se equilibrava pelas pedras rochosas ou quem lutava contra o tempo vivendo a décadas, senão séculos por lá, passado de gereção em geração. A cabana era bem velha. Ouvia-se o ranger de madeira. Ali o ser voava. Sábio. Imagine a cena. Uma dessas cordilheiras que se extendem por quilômetros, cheia de picos nevados. Para o sábio aquela sala aberta servia para a contemplação, reflexão, meditação da natureza. Um lugar onde a cabana e o ambiente dividiam o mesmo espaço, coexistiam. Seria aquele espaço pertencente a cabana ou a Grande Natureza? A ambos.

Ele estava descansando um pouco de seus serviço quando reparou a vastidão que lhe penetrava. Montanhas que existiam além de onde sua vista podia ver. Observava a neve. Sim todas eram brancas, assim como todos humanas são humanos. Olhe a fundo sua cor. Algumas eram branco gelo, outras branco neve, outras branco sujo, outras… Todas as tonalidades de branco existiam aonde imaginamos apenas um. E os cristais de gelos? Cada um com formatos semelhantes, nunca iguais.

Assim ele comparou conosco. Como a neve somos todos iguais, mas à menor observação percebemos quão diferentes somos. E os flocos de neve coexistem tão pacificamente, apesar de entre si saberem que são bem diferentes. Porque não adaptarmos essa harmonia a nossa realidade?

E lá, recuperando sua energia para o árduo trabalho que ainda não acabara ele ficava voando. Voava bem mais longe do que Ícaro voara, pois, ao contrário dele, suas asas não eram seguradas por cera, mas pela vontade da imaginação.